sábado, 25 de novembro de 2017

O Mundo entre as duas guerras mundiais e os regimes ditatoriais


O MUNDO ENTRE AS DUAS GUERRAS MUNDIAIS (1918 – 1939)

O mundo entre as duas guerras mundiais foi caracterizado por seguintes aspectos:

§  A subida de regimes totalitários ao poder (O Fascismo e o Nazismo);

§  Crises democráticas liberais;

§  Tensões sociais;

§  Crises económicas.



O Desenvolvimento dos EUA desde o fim da 1ª Guerra Mundial até 1929

A sociedade americana é caracterizada por uma estabilidade política, social e económica mais favorável em relação aos seus aliados europeus.

Os EUA dominavam a economia mundial com mais de metade da produção de petróleo, carvão mineral, ferro, aço, algodão e alumínio.



Situação económica

§  Na América havia mais de dois terço dos automóveis no mundo;

§  Era credor da Europa;

§  Assegura mais da metade da produção mundial.

Situação política

§  O clima político era estável e havia dois (2) partidos políticos que se alternavam no poder: Os Democratas e Republicanos.

§  O Partido republicano é que iniciou a Era da prosperidade, na década de 1920 nos EUA;

A prosperidade norte americana cria um novo modelo de vida na sociedade americana entre as classes médias – A sociedade de consumo.

Este estilo de vida exprime-se pela posse de bens materiais: casa, automóvel, telefone e aparelhos domésticos comprados a título de crédito.



Os factores que favoreceram a prosperidade dos americanos na década de 1920

§  Os americanos beneficiaram-se da Europa enfraquecida pela 1ª Guerra Mundial;

§  Viviam um bem-estar favorecido pela guerra mundial;

§  Eles foram os principais suportes dos aliados;

§  Houve progressos tecnológicos;

§  Concentração de empresas multinacionais;

§  Baixa de preços que favoreceram o maior consumo de produtos americanos;

§  A política de protecção a produção nacional;

§  Concessão de empréstimos bancários.

O presidente norte-americano Calvin Coolidge (1923-1929) declarou o interesse dos EUA em apoiar económica e financeiramente a Europa Ocidental e a Alemanha de uma maneira especial.

Os EUA viveram uma era de prosperidade até 1929, período a que seguiu a crise económica mundial.



A crise económica mundial (1929 – 1933)

A crise económica começou nos EUA e depois alastrou-se para o resto do mundo, sobretudo na Europa quando os EUA retiram os seus capitais da Europa para fazer face as dificuldades internas e os grandes bancos do velho continente (Europa) faliram.

A causa principal desta crise mundial foi, indubitavelmente, a superprodução alcançada pelos Estados Unidos da América.

A Áustria e a Alemanha, mais dependentes dos créditos americanos, são os primeiros países europeus a ser atingidos directamente pela crise, seguidos da Inglaterra e outros países ligados à economia inglesa como Portugal, Países Escandinavos (Dinamarca, Noruega e Suécia), Japão e a Bolívia. A paralisia económica dos países industrializados, também, atingiu os países subdesenvolvidos, pois as grandes potências deixaram de importar os seus produtos agrícolas e matéria-prima.



As consequências da depressão de 1929 – 1933, nos países capitalistas

§  Queda da produção agrícola e industrial;

§  Baixa de preços;

§  Falências;

§  Redução de salários;

§  Desempregos;

§  Políticas de austeridade.

Face à estes problemas, os governos democráticos sentem sérias dificuldades em resolver a crise.

Algumas forças políticas criticam o sistema democrático e reclamam a sua substituição por um regime forte e autoritário.

Como tentativa de superação da crise, os democratas alteraram a política seguida pelos EUA. Na área económica assiste-se de forma generalizada uma intervenção do Estado na economia,  Dirigismo económico.



A Política de New Deal (Nova Era/ Nova distribuição – Acordo)

O ano de 1932, foi mais dramático da depressão americana. Neste ano o candidato democrata, Franklim Delano Roosevelt, ganha as eleições presidenciais nos EUA e, é reeleito em 1936, 1940 e 1944. Logo que assumiu o poder, em 1933, Franklim D. Roosevelt anunciou uma Nova Política, capaz de recuperar a crise – o New Deal (influenciado pelas teorias do economista inglês, John Keynes – Teoria Geral do Emprego, Juro e da Moeda). Esta política propunha uma nova distribuição da riqueza.



Principais medidas tomadas

1.      De carácter económico

§  Controlo da banca, criando um fundo de garantia aos pequenos depósitos e estabilizar o valor de dólar;

§  Controlo da produção agrícola e industrial para evitar a superprodução e manter preços compensários (reduzindo as áreas cultivadas e produção industrial);

§  Controlo dos serviços de transportes e produção de energia eléctrica para desmantelar os grandes holding (sociedades financeiras detentoras de títulos de outras empresas) criando empresas públicas e sociedades mistas com participação maioritária do Estado);

§  Aumento dos salários dos operários através de crescimento do poder de compra e estimular a produção.



2.      De carácter social

§  Criação de postos de trabalhos através de lançamento de grandes obras públicas (estradas, vias férreas, barragens, bairros operários, alargamento de energia e água, etc.)

§  Concessão de subsídios aos desempregados;

§  Estabelecimento de salários mínimos e de horário semanal de trabalho;

§  Reforço de poder dos sindicatos e garantia de segurança social na velhice e na doença.

Assim o “New Deal” – Programa governamental para salvar o país da crise e evitar os abusos económicos que tinham provocado a depressão, orientou-se por duas vias distintas:

1.      Reforço dos sectores nacionais mais fracos (Agricultura e classe operária) e o

2.      Controlo rigoroso da indústria e das finanças do Estado.

O “New Deal” deu forte impulso à economia dos EUA, e resolveu parcialmente alguns problemas sociais. No plano político conseguiu evitar que os EUA, sofressem agitações sociais, perturbações políticas e tentativas de revoluções que abalaram muitos países da Europa.



A situação da crise na Inglaterra

Entre 1930 e 1932, Inglaterra viveu um dos piores momentos da sua história, devido a crise económica mundial. A situação foi tão grave que levou até constituição de um governo de “unidade nacional”, coligação de Partidos Conservador, Liberal e Trabalhista, dirigido pelo trabalhista Ramsay Mac Donald (1929 – 1935).

Para criar uma atmosfera de estabilidade e de confiança, este governo nacional adoptou uma política relativamente conservadora que consistia em:

§  Desvalorização da Libra de modo a tornar os preços dos produtos ingleses mais competitivos no mercado internacional;

§  Para absorver mão-de-obra disponível e fazer crescer a produção, o governo chefiado por Mac Donald dava subsídios aos agricultores e trabalhadores da construção civil e naval;

§  Para proteger a indústria nacional houve agravamento das taxas alfandegárias;

§  Formação de “um mercado comum” entre Inglaterra, países da Commonwealth e os países aliados para dominar o comércio mundial.

Depois dessas medidas foram esperados os seguintes resultados:

§  Recuperação da economia;

§  Redução do desemprego;

§  Melhorias de nível de vida dos trabalhadores assalariados;

§  Fortalecimento da tradicional democracia liberal inglesa.



A situação da crise na França

Na França, a crise tardou chegar, por isso foi menos violenta que o resto dos países industrializados envolvidos na 1ª Guerra Mundial. A incapacidade dos governantes em resolver a crise e o agravamento da situação socioeconómica conduziu ao país à solidariedade com os partidos da esquerda (comunistas e socialistas) com os sindicatos operários que culminara em fins de 1934 com a formação da “Frente Popular”, cujos objectivos foram de:

§  Precaver o perigo de um golpe de cariz fascista;

§  Sanar a crise económica;

§  Acabar com a instabilidade política e social.

Nas eleições realizadas em 1936, a Frente Popular saiu vitoriosa e levou ao poder, o socialista, Léon Blum.

As medidas tomadas pelo Léon Blum no poder, na França

1.      Ao nível político

§  Nacionalização dos Caminhos de Ferro e das indústrias bélicas (armamento);

§  Controlo dos bancos da França, através de forte intervencionismo estatal;

§  Desvalorização do Franco (moeda francesa), afim de relançar o comércio internacional;

§  Criação do departamento de trigo para regular a distribuição e o preço deste cereal.



2.      Ao nível social

§  Reconhecimento do direito sindical;

§  Reconhecimento dos direitos dos trabalhadores para duas (2) semanas de férias anuais pagas;

§  Aumento do salário;

§  Estabelecimento de horário semanal de 40 horas;

§  Estabelecimento de Delegados operários nas empresas com menos de 10 operários.



Situação de Moçambique durante a Crise Mundial (1929 – 1933)

A crise económica mundial de 1929, em Moçambique, provocou uma redução galopante dos preços dos principais produtos comercializados no mercado internacional, naquela época, tais como: Amendoim, milho, copra, açúcar e o sisal. Apenas as culturas de caju (Amêndoa) e algodão ainda estavam em alta.



AS CONSEQUÊNCIAS DA CRISE ECONOMICA MUNDIAL (1929 – 1933)

Esta crise trouxe consequências duradouras na políticas e economia no mundo:

1.      A nível político

A crise provocou a Intervenção do Estado (Dirigismo Económico) nas economias tradicionais:

§  Nos Estados Unidos da América, o governo federal reforçou-se, em detrimento dos governos dos Estados;

§  Na França, o governo de Laval, obteve plenos poderes para governar por decretos – leis;

§  Na Itália, o Duce Benito Mussolini (1922 – 1945), colocou sob a autoridade fascista todas as corporações económicas do país;



2.      A nível económico

§  A crise favoreceu a concentração de empresas e as fracas faliram;

§  A crise provocou o reforço e a multiplicação de barreiras alfandegárias em defesa dos produtos nacionais;

§  Nos Estados Totalitários (Alemanha e Itália) estimulou a autarca (economia “fechada” pela qual o país pretendia se tornar auto-suficiente).



Na arena internacional, a crise teve consequência, tais como:

§  A anulação das indemnizações que a Alemanha deveria pagar aos aliados pelos danos feitos na 1ª Guerra Mundial (1914 – 1918);

§  Avivou as hostilidades políticas e rivalidades em termos económicos;

§  Estabelecimento das ditaduras na Alemanha, Itália e Espanha, assim como um clima favorável a eclosão da Segunda Guerra Mundial;

§  Incremento das indústrias de guerra;

§  O desemprego e aumento das tensões internacionais.



REGIMES FASCISTAS NO MUNDO

1.      Itália (1922-1945) Benito Mussolini

2.      Alemanha (1933-1945) Adolfo Hitler

3.      Espanha (1939 – 1975) General Francisco Franco

4.      Portugal (1933-1974) António Salazar e Marcelo Caetano

5.      Argentina (1943-1955) Coronel Juan Perón

6.       Japão (1933-1945) Imperador Hiro Hito.



O FASCISMO E O NAZISMO

I.                   O Fascismo na Itália (1922 – 1945)

Fascismo (fascio = feixe) é uma organização política do governo totalitário de uma sociedade exercida por uma ditadura de um só partido nacionalista, militarista, imperialista e devia incluir no Estado uma forma corporativa, sendo caracterizada pelo predomínio do poder executivo e a integração de um Partido único do Estado que luta contra todo tipo de liberdades.

Na Itália, o Fascismo tem suas origens em 1919, ano em que Benito Mussolini formou o destacamento fascista conhecidos por camisas negras[i] que eram para-militares.

O destacamento fascista tinha como objectivos:

§  Perseguir e punir grevistas operários;

§  Atacar e desmantelar todo o tipo de organização sindical e partidária que manifesta ideologias socialistas, comunistas ou popular.

Neste âmbito, Benito Mussolini abandona o Partido Socialista em 1920 e de imediato fundou o Partido Nacional Fascista (NF) que defendia a reforma da constituição e a instituição de um governo centralizado.



A subida de Benito Mussolini ao poder

Benito Mussolini aproveitou o clima de agitação social que se verificou no Norte da Itália (greves e ocupações de fábricas) e no Sul (ocupação de terras) entre 28 e 30 de Outubro de 1922. Mussolini organizou a grande “Marcha sobre Roma”, na qual participaram cerca de 60 mil camisas negras o que significou um golpe de Estado. Neste âmbito, o Rei Victor Manuel III convida Mussolini a formar governo e instaurar a ditadura fascista na Itália. O Fascismo teve um grande apoio dos círculos militares e da burguesia radical, na sua fase inicial.

Nas eleições realizadas em 1924, o Partido Fascista ganhou, e Benito Mussolini tornou-se o Senhor Absoluto da Itália – O II Duce (Comandante militar, o ditador absoluto de toda a Itália).

Os princípios fundamentais do Fascismo italiano

§  Primazia do Estado sobre o indivíduo (“tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”);

§  Culto do Chefe: concentra todos os poderes e a quem tudo se submete;

§  Militarismo: importância das milícias armadas às ordens do Chefe (“os camisas negras”);

§  Nacionalismo e imperialismo: em ordem a fazer uma Itália grande, herdeira das glórias de Roma Antiga.

Medidas tomadas com a chegada de Benito Mussolini no poder (1922 – 1945)

1-      Na política interna

§  Supressão de partidos da oposição

§  Criação de uma polícia ao serviço do Estado para reprimir os inimigos do regime;

§  Perseguição e morte dos principais líderes de partidos socialistas;

§  Imposição de uma rígida censura sobre os escritores, jornalistas, etc;

§  Substituição do Parlamento por uma “câmara corporativa” em que os deputados representavam associações de patronais e sindicatos;

§  Aproximação da Igreja através do Tratado de Latrão em 1929;

§  Decreto do casamento católico com efeitos civis;

§  Ensino da religião torna-se obrigatório.



2-      Na política externa

§  Estreitamento de relações com Alemanha de Hitler

§  Desencadeou a política expansionista e conquista: Abissínia na Etiópia (1935) e Albânia em 1938;

§  Participou na guerra civil espanhola, em 1937.



3-      A nível social

§  Redução de desemprego através de obras públicas (construção de estradas, aquedutos, pontes, etc.)

§  Aumento da produção de trigo para dispersar as importações;

§  Proibição da greve;

§  Incentivo a natalidade para tornar a Grande Itália;

§  Criação de sindicatos de empregados e patrões (O corporativismo)

O Corporativismo é um sistema político em que as corporações profissionais representadas por patrões e empregados são a base da sociedade.

Corporativismo é um meio de evitar a luta de classes e de afirmar o poder de Estado, através da fiscalização eficiente das actividades profissionais.



As três (3) condições do corporativismo

1.      Um Partido único para que a disciplina económica derive da disciplina que una todos os cidadãos numa fé comum;

1.      Um Estado totalitário que absorva todas as energias, interesses e esperanças dum povo;

2.      É preciso viver num período de muita alta tensão idealista.



II.                O Nazismo na Alemanha (1933 – 1945)

O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores (operários) da Alemanha mais conhecido por Partido Nazi foi fundado por Adolf Hitler, em 1919, em Munique. Ele nasceu na Áustria, era um cabo durante a primeira guerra mundial, um homem com uma estatura física baixa.

A ideologia Nazi foi exposta na sua obra “minha luta” que significa em alemão Mein Kampf. Esta obra foi escrita na prisão em 1923.

O Partido Nazi defendia o seguinte:

§  Nacionalismo – União de todos os territórios de língua alemã num só Estado, a grande Alemanha. Defendia a anulação do Tratado de Versalhes e a necessidade de colonização;

§  Racismo – Defesa da raça ariana o que considera a mais pura. Para evitar que a Alemanha que fosse contaminada por outros povos inferiores a raça ariana. Propõe a submissão de outros Estados e a eliminação física dos judeus;

§  Totalitarismo – Concepção de um Estado forte e centralizado, dirigido pelo Partido Nazi e pelo seu Fuhrer (Chefe ou Duce com poderes absoluto). Assim a doutrina Nazi opõem-se à democracia e ao parlamentarismo.

Para ele, os alemães pertenciam a raça pura e superior (a raça ariana). A sua missão era conservar a pureza da raça, eliminando os elementos fracos, deficientes físicos e não tolerava a mistura com outras raças, julgadas inferiores, gerando ódio mortal e perseguição dos judeus (Anti-semitismo).



A estabilização económica da Alemanha, entre 1924 e 1929, foi graças a assistência financeira anglo-americana (o plano Dawes), aprovado em Londres, em Julho e agosto de 1924 que visava o seguinte:

§  Criação de condições para que a Alemanha pudesse pagar as indemnizações às potências vencedoras da 1ª guerra mundial.

§  Diminuição do emprego e o descontentamento popular afim de evitar uma revolução no país.

A crise capitalista de 1929 – 1933, afectou negativamente a economia alemã devido a dependência em relação a Inglaterra e aos EUA. Em 1932, a produção industrial baixo mais de 50%, o desemprego aumentou e a situação dos camponeses agravou-se cada vez mais.

Face a isso, na Alemanha houve revoltas, greves dos operários com o apoio do partido comunista. O crescimento do movimento operário despertou o receio da burguesia e dos latifundiários que passaram a apoiar mais os fascistas em particular o Partido Nazi.



A subida do Hitler ao poder (1933-1945)

Em Janeiro de 1933, Adolf Hitler (1889-1945), ascendeu ao poder como chefe do governo (Primeiro Ministro) – Chanceler alemão.

Em 1934, Adolf Hitler apoderou-se de todos os poderes devido a morte do presidente alemão, Paul von Hindenburg (1847-19334). Hitler instituiu a ditadura fascista que perdurou até 1945, ano da capitulação incondicional da Alemanha.

Principais medidas tomadas pelo Adolfo Hitler no poder

§  Ilegalização dos Partidos da oposição;

§  Censura sobre a imprensa, rádio, cinema, jornais e teatro que passaram a servir como instrumentos de propaganda do regime;

§  Estabelecimento do Serviço militar Obrigatório (SMO);

§  Dissolução do Parlamento;

§  Instituição de prisão de comunistas e sociais democráticas;

§  O poder legislativo é absolvido pelo executivo;

§  Controlo governamental da economia;

§  Eliminação do desemprego através de obras públicas (Construção de estradas, aquedutos, barragens, alargamento de água e energia, etc);

§  Ocupação da Renânia e a perseguição dos judeus e comunistas;

§  Expulsão na função pública de indivíduos de raça não ariana;

§  Abolição sistema feudal;

§  Anulação do Tratado de Versalhes e Saint-Germain;

§  Estabelecimento do projecto da Grande Alemanha;

§  Criação da polícia secreta (GESTAPO);

§  Criação das tropas de assalto (S.A e S.S);

§  Produção de armamento moderno;

§  Estabelecimento de uma política expansionista e militarista;

§  Abolição das greves, etc.

A partir de 1939, a Alemanha tornou forte ou seja era uma forte potência capitalista da Europa e do mundo, superada apenas pelos Estados Unidos da América.



III.             O Franquismo na Espanha (1939 – 1979)

Após a Primeira Guerra Mundial, a Espanha atravessou uma fase de crise capitalista de 1929. Isso agravou a situação de vida dos espanhóis e o desemprego acentuou-se. Foi neste contexto que vai crescer a adesão popular aos sindicatos e partidos da esquerda inspirados nos ideias socialistas.

No entanto, os grandes capitalistas espanhóis (empresários e proprietários) temendo a perda do seu património apoiam as ideias da extrema-direita para se implantar um governo mais forte capaz de impedir o avanço do comunismo. Foi nesse contexto que as forças da extrema-direita lideradas pelo Rei Afonso XIII, realizam um golpe de Estado, a 13 de Setembro de 1923.

Em 1923, conduziu ao poder o General Miguel Primo de Rivera da Catalunha que constituiu uma ditadura militar que se prolongou até a sua demissão em 1930.

Mesmo com Primo de Rivera no exílio e a abdicação do Rei Afonso XIII do poder, a contestação popular continuava, agravando o nível vida e condições condignas do povo, por isso em 1931 proclamou-se a República para amainar o fervor popular.

Foi neste contexto que em 1936, fez-se uma coligação de partidos políticos da esquerda (Socialistas, comunistas e republicanos), formando a Frente Popular que ganharam folgadamente as eleições legislativas na Espanha.



A guerra civil espanhola (1936-1939)

Em 1931, na Espanha houve a queda da 1ª República e a ascensão e fundação da 2ª República que tinha posto fim a ditadura de General Miguel Primo de Rivera (1923-1931) na Espanha e o Rei Afonso XIII foi obrigado a abdicar o poder.

Foi neste âmbito que surge um conflito entre os Conservadores nacionalistas liderados por General Francisco  Franco e os liberais republicanos com os Partidos da Frente Popular.

A 17 de Julho de 1936, houve primeira tentativa de Golpe de Estado, contra o governo republicano, mais conhecido por Frente Popular, na Espanha.

Este fracasso foi o prelúdio de uma longa guerra civil entre os republicanos apoiados pela URSS e os nacionalistas do General Francisco Franco apoiados pelos fascistas (Itália e Alemanha).

Os fascistas apoiaram os nacionalistas na guerra espanhola como formar de testar a sua maquinaria de guerra e os seus exércitos. Por exemplo a Itália queria conquistar o mediterrâneo enquanto Alemanha queria estreitar laços com a Itália para abandona a política de protecção da Áustria.

No dia 1 de Novembro de 1936, assinou-se o Pacto eixo “Berlim-Roma” e mais tarde, foi reforçado com a adesão do Japão, em 1940 quando assinou, o pacto eixo Berlim-Roma-Tóquio para eliminar o comunismo internacional.

Na guerra civil espanhola a Inglaterra não participou por desconfiar da política da URSS. No entanto, desde o início do conflito, Inglaterra, sempre apoiou o governo dos republicanos espanhóis.

A França não participou porque estava atrasado em termos bélicos e temia que a guerra podia prolongar-se até a França.

Os nacionalistas do General Francisco Franco contavam com o apoio fascista e pouco-a-pouco venceram os republicanos.

Em 1939, foi destruído o último foco de resistência republicana na Espanha. Porém, ao contrário do que se esperava a Espanha do General Francisco Franco na Segunda Guerra Mundial não apoiou a Alemanha nem a Itália. O regime Franquismo na Espanha durou cerca de 40 anos, onde perdurou de 1939  até 1975.

Após a sua morte e a implantação da monarquia, com o coroamento do Rei Juan Carlos de Bourbon, o Partido Socialista Operário Espanhol assumiu a liderança política com Filipe González.



IV.             O Salazarismo em Portugal (1933 – 1974)

Antecedentes (1910-1926)

Até 1910, Portugal vivia ainda uma monarquia sob égide de uma monarquia liderada por Dom Manuel II. Porém, a situação em a monarquia se encontrava no século XIX e início do século XX não permitiu a sua continuidade.



Causas que levaram a queda da monarquia portuguesa, em 1910

§  Devido ao mapa Cor-de-Rosa, no qual os britânicos deram ultimato ao rei de Portugal em 1890, na qual os britânicos, representados por Cecil Rhodes, queriam unir as cidades de Cabo (África do Sul) e Cairo (Egipto) incluindo Moçambique construindo uma linha férrea.

§  A crise económica que se manifestava através de deterioração das condições de vida, custo de vida elevado, baixos salários, inflação da moeda, sobretudo nas camadas mais baixas e médias da população;

§  A sangria de fundos devido ao esbanjamento que a monarquia fazia dos fundos do Estado para suportar os seus caprichos, o que levou a regicídio[ii] do Rei Dom Carlos e do Principe herdeiro em 1908.

Os republicanos devido as clivagens com a monarquia, o rei foi deposto na manhã do dia 5 de Outubro de 1910. Com a queda do Rei e da Monarquia foi implantada a República portuguesa. Teófilo Braga liderou o novo governo provisório e preparou as primeiras eleições para a Assembleia Constituinte.

A Constituição de 1911, garantia a liberdade burguesa ao povo português como por exemplo:

§  A liberdade de expressão e de pensamento;

§  A liberdade de imprensa;

§  A igualdade perante a lei;

§  A separação dos poderes (Executivo, legislativo e Jurídico)

O poder executivo estava ligado ainda ao legislativo o que levou a primeira situação da crise política e económica na jovem República que foi marcada de indisciplina, violência e de absentismo.

Em 1912, deu-se a primeira sublevação, quando os operários dos principais centro urbanos (Lisboa e Porto) paralisaram a economia numa greve geral exigindo melhorias das suas condições de trabalho. As greves alastraram até as colónias.

Em 1917, Lourenço Marques, actual Maputo, houve greve dos trabalhadores ferro-portuários, pois a maior parte era de origem portuguesa e sentia os mesmos problemas.

Após a Primeira Guerra Mundial, Portugal enfrentou uma grande crise financeira numa onda constante de tensão social que conduziu ao golpe de Estado militar a 28 de Maio de 1929 conduzido por General Gomes da Costa. Era fim da primeira República. Para casos de Moçambique e Angola a economia era gerida, ainda,